Te olho nos olhos, e você reclama que te olho profundamente.
Desculpe tudo o que vivi foi profundamente.
Eu te ensinei quem sou, e você, foi me tirando os espaços entre os abraços, guarda-me apenas uma fresta.
Eu sempre que fui livre, não me importava com o que os outros dissesem até onde posso ir pra te resgatar.
Reclama de mim, como se ouvesse a possibilidade de eu me reinventar.
Desculpa, se olho profundamente, rente a pele a ponto de ver seus ancestrais nos seus traços.
A ponto de ver a estrada muito antes dos teus passos.
Eu não vou separar minhas vitórias dos meus fracassos, eu não vou renunciar a mim nem uma parte, nem um pedaço do meu ser.
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer te olhando profundamente.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
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